Sobre

Criado em 2019, o R-EST – estudos redes sociotécnicas é um grupo de pesquisa (cadastrado no CNPq) que reúne um diverso conjunto de pesquisadores interessados nas interfaces entre os estudos de mídia e de internet e os Estudos de Ciência e Tecnologia (STS). Os Estudos de Plataforma, os Métodos Digitais e Estudos Críticos de Dados, de Algoritmos e de Infraestruturas são algumas das abordagens recentes que orientam nosso olhar em estudos empíricos sobre Twitter, Facebook, YouTube, Reddit, Uber e outras ambiências online.

Inspirados por abordagens vinculadas ao campo STS (como a Teoria Ator-Rede, os Estudos Feministas e os Estudos de Laboratório), buscamos compreender os fenômenos sociopolíticos contemporâneos a partir das relações de poder imbricadas nas materialidades dos objetos técnicos e dos dispositivos midiáticos, assim como as práticas e dos diferentes tipos de atores que coproduzem essas materialidades. Temas diversos como tecnociência, esportes, arte, entretenimento, jornalismo, saúde, gênero e meio ambiente estão entre os interesses individuais-coletivos do grupo.

Desde sua criação, o grupo coordenado pelo prof. Carlos d’Andréa (PPGCOM/UFMG) vem aprofundando diálogos com alguns dos principais grupos de pesquisa e pesquisador(a)es da área no país e no exterior (ver Parcerias).

Além de nos dedicarmos à produção de teses, dissertações e outras publicações científicas em português e inglês, as(os) integrantes do R-EST buscam se engajar fortemente em atividades de comunicação pública da ciência, no desenvolvimento de práticas e materiais voltadas especialmente para a graduação e em outras formas de diálogo entre a universidade e a sociedade brasileira.

Por que R-EST?

O nome do grupo de pesquisa reúne diferentes referências que nos são caras. Por um lado, a sigla R-EST sintetiza a noção de “redes sociotécnicas”, que marca nossos esforços de compreender os fenômenos para além da dicotomia entre a técnica e o social.

Já o hífen é uma remissão à Teoria Ator-Rede e, em especial, aos longos, irônicos e mesmo controversos debates sobre a importância deste caractere para marcar a indissociabilidade entre os atores (os tais humanos e não humanos) e as redes que eles ajudam a constituir e nas quais estão enredados.

Por fim, nosso nome também remete à arquitetura computacional REST (em inglês, Representational State Transfer). Adotada na virada dos anos 2000 através de APIs, esta arquitetura viabilizou a implementação de novos fluxos de dados na internet, tendo sido parte fundamental do processo nomeado por Helmond (2015) como “plataformização da web”.

A referência à arquitetura REST, no entanto, não deve ser confundida com uma abordagem tecnocêntrica, mas sim como um reconhecimento de que as materialidades importam. Mais especificamente, argumentamos que as metodologias de pesquisa são fruto das escolhas feitas a partir das condições possíveis para realização de uma pesquisa – seja no que tange ao processo de coleta de dados, seja no olhar situado e interessado da pessoa pesquisadora.

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